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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dados do IDEB e a Opinião de Ex-ministro da Educação Cristovam Buarque

Apesar de ter superado as metas propostas pelo Governo para 2009, os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o ex-ministro da Educação, senador Cristovam Buarque (PDT-DF) considerou o resultado "trágico", contrastando com o otimismo apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

-O papel do presidente é trazer otimismo, diferente do papel de quem analisa com cuidado o assunto. Mesmo porque, essa melhora é muito menor do que a melhora verificada nos outros países. Então, mesmo avançando esse pouquinho de nada, estamos ficando para trás em relação às exigências crescentes da educação. Há 20 anos, esse resultado poderia ser ótimo. Hoje, ele é trágico, porque se exige muito mais formação.

Na opinião do senador, os indicadores não são fiéis à realidade da educação no país.

-Essa não é a nota do Brasil. É a nota da escola. No país, há muitas crianças fora da escola. Conseguimos matricular quase todas, mas não todas. Mas matrícula não significa assistência nem frequência. Se nós colocássemos um zero em todas as crianças fora da escola, essa nota de 4,6 iria cair para 3 ou 2. O resultado do Ideb é referente à realidade das crianças na escola, mas não traduz a realidade do Brasil. Isso está enganando muita gente. Quando digo criança fora da escola, não é não matriculada. É não frequentando as salas de aula. Sobretudo, no Ensino Médio, que teve resultado vergonhoso. É onde há mais crianças fora da escola. Não dá para ter otimismo.

Sem meias palavras, Buarque usa os adjetivos "vergonhosa" e "lamentável" para classificar a educação no país.

- Vivemos um risco para o futuro do Brasil. O futuro de qualquer nação depende do conhecimento. Antes, dependia de recursos naturais, de capital. Hoje, depende do conhecimento. Nós caminhamos para um abismo por conta da ausência de conhecimentos, enquanto os outros países, cada vez mais, têm conhecimento. E não adianta dizer que vamos investir na universidade. Universidade sem ensino médio de qualidade não presta. Nunca vai ser boa. O sistema universitário depende diretamente do Ensino Médio. Não é possível resolver o telhado sem resolver a base.

De acordo com o ex-ministro da Educação, o caminho é fazer uma "revolução" no ensino.

- Essa revolução significa ter o professor ganhando muito bem, desde que muito bem dedicado e preparado, em escolas bonitas, bem equipadas e de horário integral. Isso não se pode fazer de um dia para o outro. Nem há professores disponíveis. O caminho é fazer o salto em um, dois anos, por cidade. O Brasil vai levar 20 anos para dar o salto, mas em cidades, sobretudo, de porte médio e pequeno, é possível fazer isso em dois anos.

A proposta é criar a carreira nacional do magistério. Contrata 100 mil professores. Não dá mais de 100 mil, porque o Brasil não tem mais de 100 mil jovens capazes de serem professores com alta qualificação. Concentra os 100 mil em 250 municípios de porte médio. Essas 250 cidades têm em média 10 mil escolas e matriculariam nelas 3 milhões alunos. No ano seguinte, mais 100 mil professores, mais 250 municípios, mais três milhões de crianças. O resto do país continuaria crescendo nessa lentidão que nós vemos, mas essas cidades dariam o salto e, daqui a 20 anos, isso chegaria em todo o Brasil.

Pode ser que eu não mude o Brasil, mas estou tentando. Despierta Brasil!

domingo, 11 de julho de 2010

Serra ajuda a VEJA e VEJA ajuda Serra em 2002 e 2010

Capas da revista Veja desta semana copia o mesmo tema de 2002.

Em 2002, José Serra (PSDB/SP) era o candidato demo-tucano à presidência contra Lula. Agora é contra Dilma.

Sem discurso, falando mentiras e fazendo demagogia, sem conseguir atacar Lula, e levando uma sova no debate toda vez que polariza com Dilma, Serra encontra na revista Veja a "ajuda" para "assustar" o eleitor, recorrendo ao "medo", dos "radicais" do PT.

Uma curiosidade que gostaria de saber é: qual a idade mental de um leitor da revista Veja, para ter medo de bicho-papão até hoje? (Com a dica do leitor Stanley).

Dinheiro da Educação vai para Editora Abril, dona da Veja

Sem qualquer concorrência e na total obscuridade, tradicional nas gestões do PSDB, José Serra premiou a Editora Abril (dona da Veja) com um contrato de R$ 3.740.000,00 para a distribuição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Todo o dinheiro foi tirado da verba que, antes, iria para a educação.

Abaixo, seguem alguns dados do contrato:

Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil)
assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições
anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. -
Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura: 01/10/2008

Fonte: Amigos do Presidente Lula

Pode ser que eu não mude o Brasil, mas estou tentando. Despierta Brasil!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Revista VEJA - Uma Revista Tucana

Nesta época de eleições fica cada vez mais evidentes o partido político da revista veja. Em quase todas as edições é possível perceber isto claramente. Em uma Matéria da Edição Nº.: 2167 (02.06.2010) sobre IMPOSTOS - Brasil: Tributos europeus, serviços africanos - mostrava três opiniões sobre o assunto dos candidatos a República Federativa do Brasil José Serra, Dilma Rousseff, Mariana Silva.

O Candidato do PSDB dizia que "O Brasil tem a maior carga tributária de todos. Anúncio que, se eu vier a ser presidente, como espero, no dia 2 de janeiro tem um projeto eliminando o PIS/COFINS do (setor de) saneamento" José Serra (PSDB).

Na outra pagina vinha às opiniões das outras duas candidatas Mariana Silva pela esquerda e Dilma Rousseff pela direita, a Opiniões dizia respectivamente assim, “Podemos fazer a reforma tributária, mas não com falsas expectativas. Se fosse fácil, já teriam feito. As pessoas assumem o compromisso e depois fazer a reforma do compromisso Mariana Silva (PV). “Sou inteiramente favorável a uma reforma tributaria. Assumo o Compromisso com essa reforma, que é essencial. A prioridade é desonerar investimento, exportação e emprego.” Dilma Rousseff (PT).

Acredito que você também percebe que estes comentários desfavorecem a Ex-Ministra do Governo Lula na corrida presidencial e diz ainda mais, diz que a candidata do partido verde é incapaz de resolver este problema que não parece ser fácil. Já a imagem do Ex-Governado de São Paulo é a das melhores, fica uma impressão de que ele vai resolver o problema dos altos impostos.

Mas o que a VEJA (ou Editora ABRIL) ganharia com isto? Fazendo uma suposta campanha para o PSDB. O obvio é os interesses políticos, mas quais seriam estes interesses?

Estas perguntar vão ficar sem resposta.

Você leitor do nosso blog, opine sobre o assunto e se souber de alguma resposta para nossas perguntas compartilhe conosco, Abraço.

"Pode ser que eu não mude o Brasil, mas estou tentando". Despierta BRASIL...
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